O trabalho terceirizado oferece direitos trabalhistas?

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trabalho terceirizado é uma prática cada vez mais comum. Nesse modelo, o funcionário é contratado por uma empresa, mas realiza as funções em outra.

No contexto atual em que as empresas tentam reduzir os custos, o risco de precarização e exploração aumenta. Além de ser uma situação que dificulta a garantia dos  direitos do trabalho, o desafio é maior ainda quando há falta de informação. 

Como existem muitas dúvidas em relação aos tema, vamos esclarecer como funciona essa dinâmica. Acompanhe!

Saiba sobre os direitos trabalhistas do trabalho terceirizado:

Como funciona a terceirização?

O trabalho terceirizado é caracterizado, principalmente, pela existência de uma empresa intermediária no processo de contratação. Esta concede funcionários para outra empresa que deseja preencher as vagas de trabalho. Entre elas é estabelecido um contrato de prestação de serviços. 

Ainda assim, as circunstâncias garantem acesso aos direitos trabalhistas, pois um vínculo empregatício foi estabelecido entre o funcionário e a intermediária. Estas regras estão descritas na Lei da Terceirização (Lei nº 13.429/2017).

Em casos de assédio moral, discriminação, acidente de trabalho, entre outras situações que afetam o bem-estar do trabalhador, normalmente a contratante e a prestadora são judicialmente responsáveis. Cada caso é analisado individualmente por haver diferentes fatores a serem considerados, mas ambas podem ser culpadas.

Leia mais: Direitos do trabalhador que sofreu acidente de trabalho

trabalho terceirizado limpeza 1

Direitos do trabalhado terceirizado

A responsabilidade de garantir os direitos trabalhistas dos terceirizados é das empresas intermediárias, mas a contratante deve fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias descritos na Consolidação das Leis de Trabalho (CLT).

O trabalhador terceirizado tem direito a:

  • Registro na Carteira de Trabalho (CTPS);
  • Jornada de trabalho com horários definidos e possibilidade de horas extras;
  • Remuneração por meio de salário mensal;
  • 13º salário;
  • Vale-transporte;
  • Férias remuneradas;
  • FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço);
  • Licença maternidade ou paternidade;
  • Aviso prévio;
  • Adicional de insalubridade, periculosidade, entre outros que possam ser aplicáveis;
  • Benefícios previdenciários como auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.

Além desses e outros direitos mencionados na CLT, também estão garantidos os benefícios estabelecidos em acordos e convenções coletivas de sindicato. Por exemplo, os reajustes salariais da categoria.

Leia mais: Direitos trabalhistas: entenda como as leis na CLT protegem o trabalhador

O que fazer quando os direitos trabalhistas não são cumpridos?

Os direitos trabalhistas do terceirizado são garantidos pela legislação brasileira. Por exemplo, remuneração, horas extras, 13º salário, férias, entre outros. A responsabilidade por assegurar esse acesso é da intermediária por ser a referência do vínculo empregatício, e não a empresa que o funcionário exerce as funções diariamente. 

Ter essas informações valiosas são fundamentais para garantir o equilíbrio entre a flexibilidade das relações de trabalho e a proteção dos direitos dos trabalhadores terceirizados. 

Em qualquer situação em que os direitos trabalhistas garantidos por lei são negligenciados pelas empresas, o ideal é recorrer à justiça do trabalho. 

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